espaço de discussão de idéias e desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária, constituindo uma rede de pesquisadores estudiosos da dimensão sócio-ambiental na gestão urbano-regional

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Política de Mudanças Climáticas do estado de São Paulo é regulamentada

Agência FAPESP

O governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman, assinou o decreto que regulamenta a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC). A cerimônia ocorreu no dia 24, no Palácio dos Bandeirantes.

A regulamentação é resultado da Lei nº 13.798, sancionada em novembro de 2009, que tem como meta a redução, em todos os setores da economia, de 20% da emissão de gases de efeito estufa até 2020, tendo por base o ano de 2005. A meta é quatro vezes mais rigorosa do que a definida no Protocolo de Kyoto.

O decreto cria e especifica as competências do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas, que tem caráter consultivo e tripartite, com participação de representantes de órgãos governamentais, dos municípios e da sociedade civil, totalizando 42 componentes.
O conselho terá a atribuição de realizar audiências públicas para discutir questões relacionadas à mudança do clima, além de propor medidas de mitigação e adaptação.
O decreto cria também um comitê gestor, composto por membros de várias secretarias estaduais, que avaliará e monitorará o cumprimento da meta global e das metas setoriais e intermediárias, que serão definidas na comunicação estadual.

“Cada secretaria terá as suas metas, responsabilidades e trabalhos. Faremos uma avaliação periodicamente para acompanhar a evolução dessa meta que queremos avançar”, disse Goldman.
Até o fim do segundo semestre de 2010, o Inventário de Gases de Efeito Estufa do Estado de São Paulo, que será parte integrante da Comunicação Estadual, apresentará a base das emissões paulistas, possibilitando o cumprimento da meta prevista na lei.

O decreto institui ainda programas e planos voltados para a inovação tecnológica, energia, transporte, construção civil, educação ambiental e para ações emergenciais e mapeamento de áreas de risco, como o programa de crédito Economia Verde, que oferece recursos para entidades privadas na implementação de ações que reduzam as emissões de gases de efeito estufa.

Outro ponto importante é a definição dos critérios para elaboração da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), que será incorporada nas políticas, planos e programas de governo, buscando o desenvolvimento sustentável, com revisão a cada cinco anos.

Pagamento por Serviços Ambientais
Também foram definidos os critérios do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), que visa à formulação de políticas de planejamento, ordenação e gerenciamento do território, de modo a convergir o desenvolvimento econômico com propostas de proteção e conservação ambiental.
Além disso, o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, assinou a resolução que institui o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). A modalidade inicial prevista na resolução é a remuneração para produtores rurais que protegerem as nascentes dentro de suas propriedades, por um período de cinco anos.
O projeto, denominado de Mina D’Água envolve um município de cada uma das 22 bacias hidrográficas do Estado. Serão investidos cerca de R$ 3,5 milhões do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop).


Mais informações: www.ambiente.sp.gov.br/verNoticia.php?id=984 e www.saopaulo.sp.gov.br/usr/share/documents/178.pdf

domingo, 4 de abril de 2010

Alimentos contaminados - por Silvio Caccia Bava






O Brasil é o maior mercado de agrotóxicos do mundo e representa 16% da sua venda mundial. Em 2009, foram vendidas aqui 780 mil toneladas, com um faturamento estimado da ordem de 8 bilhões de dólares. Ao longo dos últimos 10 anos, na esteira do crescimento do agronegócio, esse mercado cresceu 176%, quase quatro vezes mais que a média mundial, e as importações brasileiras desses produtos aumentaram 236% entre 2000 e 2007. As 10 maiores empresas do setor de agrotóxicos do mundo concentram mais de 80% das vendas no país.

Esses produtores viram ameaçadas suas novas metas de faturamento com o anúncio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de que se propõe a reavaliar o uso de 13 produtos agrotóxicos, vários deles já proibidos há anos nos EUA, na União Europeia, e em países como Argentina, Nigéria, Senegal, Mauritânia, entre outros, como o acefato e o endossulfam. Os motivos dessa proibição são evidentes, a contaminação de alimentos, de trabalhadores rurais, e do meio ambiente, causando, literalmente, o envenenamento dos consumidores, a morte de trabalhadores rurais e a destruição da vida animal e vegetal.

Em solicitação ao Ministério Público para a proibição de um desses agrotóxicos – o Tamaron – os então deputados federais Fernando Dantas Ferro, Adão Preto e Miguel Rosseto denunciam que 5 mil trabalhadores rurais morrem, a cada ano, intoxicados por venenos agrícolas, sendo que muitos mais são afetados de maneira grave pela ingestão dos componentes químicos desses produtos.

Frente à disposição da Anvisa de reavaliar produtos como Gramoxone, Paraquat, Tamaron, Mancozeb, Monocrotfos, Folidol, Malation e Decis, o Sindag – Sindicato das Indústrias de Defensivos Agrícolas – recorreu ao Judiciário, solicitando que não sejam publicados os resultados das reavaliações. Houve mesmo iniciativas no Judiciário que pretendiam proibir os estudos da Anvisa que verificavam a segurança das substâncias de 99 agrotóxicos.

O fato é que o setor ruralista, com o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes à frente, a bancada ruralista e os fabricantes de agrotóxicos se puseram a campo contra a iniciativa da Anvisa, e mesmo contra a própria Anvisa e o seu papel fiscalizador. Segundo documento obtido pela ABRANDH – Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos, o Ministério da Agricultura quer ser o responsável pela avaliação e registro dos produtos agrotóxicos.

Para Rosany Bochner, especialista em toxicologia da Fiocruz, instituição parceira da Anvisa no trabalho de reavaliação dos agrotóxicos, “o Brasil está virando um grande depósito de porcarias. Os agrotóxicos que as empresas não conseguem vender lá fora, que têm indicativo de problemas, são empurrados para a gente”.1

Em 2002, com o início do funcionamento do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, coordenado pela Anvisa, surgiram informações preocupantes. Das 1.198 amostras recolhidas em nível nacional, 17,28% apresentavam índices de contaminação acima do permitido para se preservar a saúde. O tomate, o morango e a alface são os mais contaminados. Se você come amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, feijão, melão, pimentão, repolho, entre outros alimentos, cuidado! Eles contêm acefato, um agrotóxico que pode causar danos ao cérebro e ao sistema nervoso e provocar câncer no longo prazo. O acefato é proibido em toda a União Europeia.

Segundo o IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor, “o consumidor brasileiro está exposto a um risco sanitário inaceitável, que exige medidas rigorosas dos órgãos governamentais responsáveis, inclusive com a punição dos infratores”.

Essa denúncia decorre do levantamento e análise da Anvisa, feito de junho de 2001 a junho de 2002, onde nada menos que 81,2% das amostras analisadas (1051 casos) exibiam resíduos de agrotóxicos e 22,17% apresentavam índices que ultrapassavam os limites máximos permitidos.

Atualmente os agrotóxicos estão em reavaliação tanto pela Anvisa, quanto pelos Ministérios da Saúde e Meio Ambiente. E espera-se que até o final do ano seja divulgada uma nova lista dos agrotóxicos que podem continuar sendo vendidos e os que serão banidos do território brasileiro.

Ainda não existe uma ação integrada desses organismos públicos responsáveis por essa tarefa de fiscalização, mas segundo Agenor Álvares, diretor da Anvisa, a integração é algo indispensável, até para enfrentar a proposta do setor ruralista, que é inaceitável.

Silvio Caccia Bava é editor de Le Monde Diplomatique Brasil e coordenador geral do Instituto Pólis.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE SÃO INCORPORADOS ÀS LICITAÇÕES DO GOVERNO FEDERAL


Brasília, 21/1/2010 - O Ministério do Planejamento regulamentou a utilização de critérios sustentáveis na aquisição de bens e na contratação de obras e serviços pelos órgãos do governo federal. As regras que abrangem os processos de extração ou fabricação, utilização e o descarte de produtos e matérias-primas constam da Instrução Normativa Nº1 publicada no Diário Oficial da União.

As obras públicas serão elaboradas visando a economia da manutenção e operacionalização da edificação, a redução do consumo de energia e água, bem como a utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.

“Essas regras vão exigir uma readequação do mercado, já que nem todos os fornecedores terão produtos qualificados para as nossas exigências”, alertou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. Segundo ele, o governo possui grande poder de compra e deve induzir essas mudanças junto ao mercado.

“Com essas medidas, o governo estimula sociedade a seguir esse caminho, não apenas porque dá o exemplo, mas também porque pode induzir os fornecedores a se preparem para fornecer produtos e serviços ambientalmente sustentáveis”, justificou.

Entre as determinações, há a exigência para que as construtoras tenham um projeto de gerenciamento de resíduos provenientes da construção civil que atendam às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Assim, os resíduos das obras seriam destinados a aterros sanitários ou usinas de tratamento de lixo.

A Instrução Normativa também prevê, no caso das obras públicas, a utilização de sistemas de reuso de água e energia, procedimentos para reduzir o consumo de energia, a utilização de materiais reciclados, reutilizáveis e biodegradáveis e que reduzam a necessidade de manutenção, além do uso de energia solar. Outra exigência é a comprovação da origem da madeira para evitar o emprego de madeira ilegal na execução da obra ou serviço.

O governo federal também recomenda que os bens e serviços sejam constituídos, no todo ou em parte, por material atóxico, biodegradável e reciclado e que não contenham substâncias perigosas em concentração acima da recomendada na diretiva européia RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances). Entre eles, o chumbo, o cromo, o cromo hexavalente e o cádmio.

Esses requisitos já constam das especificações para a aquisição de computadores verdes elaboradas pelo Ministério do Planejamento e cuja primeira versão esteve em consulta pública entre 14 de dezembro e 14 de janeiro deste ano. O documento final será disponibilizado no portal Comprasnet (www.comprasnet.gov.br) e inicialmente sua adoção será recomendada aos órgãos federais.

A Instrução Normativa ainda traz regras para a contratação de serviços, como a separação dos resíduos reciclados descartados pelos órgãos, a adequada destinação para pilhas e baterias e a utilização de produtos de limpeza e conservação de produtos que atendam às determinações da Anvisa. O documento também prevê que as empresas contratadas realizem programas internos de treinamento para a redução de consumo de energia elétrica e de água.

Boas práticas
O Portal Comprasnet vai divulgar as boas práticas, ações de capacitação, bem como um banco com editais de aquisições sustentáveis já realizadas pelo governo. Também pretende disponibilizar acervo de produtos inservíveis que podem ser úteis a estados e municípios.

A Instrução Normativa N° 1 abrange os órgãos da Administração Federal Direta, Autarquias e Fundações, e entra em vigor dentro de 30 dias.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O crescimento bom, segundo Capra

" (...) Capra fortaleceu sua pregação ecológica, passando a tratar do tema da sustentabilidade com maior ênfase. O tempo fez bem para ele. Não porque tenha mudado suas ideias. Mas porque as sociedades mudaram o suficiente para compreendê-las e valorizá-las."

domingo, 2 de agosto de 2009

Cartilha sobre produtos orgânicos

Cartilha "O Olho do Consumidor" produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divultar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica)

http://www.scribd.com/doc/18004636/cartilha-ziraldo-o-olho-do-consumidor

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

MARAVILHAS DA NATUREZA

O Brasil tem várias localidades disputam um lugar entre as 7 maravilhas da natureza, mas vem perdendo terreno. Vamos dar uma força! votem no sítio eletrônico:
http://www.new7wonders.com/classic/en/

terça-feira, 18 de novembro de 2008

PARA VOCE QUE PRECISA PARTICIPAR DE INFINITAS REUNIÕES ...

___________
PARTE I - DRIBLANDO O SONO:


DRIBLANDO O SONO EM REUNIÕES EM QUE SUA PRESENÇA NÃO SERVE PRA NADA, E VOCÊ NÃO VÊ A HORA DO COFFEE BREAK CHEGAR PARA VOCÊ AVANÇAR NAS MIGALHAS DE BISCOITOS E CAFÉ .


Vc dorme durante as reuniões de trabalho?

Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios?
Aqui está um método eficaz para combater esse problema!

BUSINESS BINGO

Como Jogar:

Imprima o quadro que segue antes de começar a reunião, etc.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite "BINGO"!

Sinergia
Mentalidade
Agregar
Mercado
E-mail
Follow up
Clientes
Benefício
Parceiros
Estratégia
Sistema
Rendimento
Pró-ativo
Business
Custos
Otimização
Foco
Cash Flow
Em nível de
Recursos
Resultados
Paradigma
Projeto
Implementação
Integrar

Testemunho de jogadores satisfeitos:

a. "A reunião já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!";
b. "A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o Business Bingo";
c. "A atmosfera da última reunião de direção foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa";
d. "O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando "BINGO", pela 3ª vez numa hora";
e. "Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem".


PARTE II - O GOLPE DE MESTRE:


COMO IMPRESSIONAR NAS REUNIÕES QUE REQUEREM SUA PARTICIPAÇÃO ATIVA, MESMO SABENDO QUE NINGUÉM VAI PRESTAR MUITA ATENÇÃO NO QUE VOCÊ VAI FALAR

COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA


A tabela abaixo permite a composição de dez mil sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha, ou "pulando"de uma para outra).
O resultado sempre será uma sentença correta, de efeito impressionante, mas sem nenhum conteúdo
.

Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!

EMBROMATION
Coluna 1
Coluna 2
Coluna 3
Coluna 4
Caros colegas,
a execução deste projeto
nos obriga à análise
das nossas opções de desenvolvimento futuro.
Por outro lado,
a complexidade dos estudos efetuados
cumpre um papel essencial na formulação
das nossas metas financeiras e administrativas.
Não podemos esquecer que
a atual estrutura de organização
auxilia a preparação e a estruturação
das atitudes e das atribuições da diretoria.
Do mesmo modo,
o novo modelo estrutural aqui preconizado
contribui para a correta determinação
das novas proposições.
A prática mostra que
o desenvolvimento de formas distintas de atuação
assume importantes posições na definição
das opções básicas para o sucesso do programa.
Nunca é demais insistir que
a constante divulgação das informações
facilita a definição
do nosso sistema de formação de quadros.
A experiência mostra que
a consolidação das estruturas
prejudica a percepção da importância
das condições apropriadas para os negócios.
É fundamental ressaltar que
a análise dos diversos resultados
oferece uma boa oportunidade de verificação
dos índices pretendidos.
O incentivo ao avanço tecnológico, assim como
o início do programa de formação de atitudes
acarreta um processo de reformulação
das formas de ação.
Assim mesmo,
a expansão de nossa atividade
exige precisão e definição
dos conceitos de participação geral

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Uma nova ordem econômica mundial está emergindo"

extraído da página do Instituto ETHOS

Jonas Gahr Store *

Uma clara lição pode ser extraída das fracassadas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) realizadas em Genebra, no final de julho: verificou-se uma mudança de poder na arena da economia e do comércio globais. Novos Estados, com economias em crescimento e ambições políticas, estão se afirmando e se fazendo valer. Durante nove dias, houve uma série de confrontos entre os países-membros da OMC. Mas, em vez de se realizarem num campo de batalha, as novas relações de força agora são medidas em mesas de negociações, nas quais estão em jogo os direitos e as obrigações de cada uma das parte.

Durante sete anos negociou-se um acordo destinado a promover o comércio internacional, reduzir as tarifas alfandegárias e eliminar outras barreiras, com especial ênfase na obtenção de oportunidades para os países em desenvolvimento, que pela primeira vez ocuparam o centro de uma rodada de negociações comerciais globais. Os países ricos estavam ali para aceitar novas obrigações e as nações mais pobres para serem protegidas. A OMC tem 153 membros e toma decisões por consenso. Em Genebra, nós nos reunimos para realizar um último esforço em busca desse consenso.

Índia e China exigiram ali um mecanismo de salvaguarda para ser ativado em caso de aumento nas importações agrícolas. Os Estados Unidos consideraram que as condições indianas eram muito benévolas e que poderiam limitar o comércio. Os Estados Unidos e outros países, como o Brasil, a Austrália e a Nova Zelândia, querem ampliar o acesso de seus eficientes setores agrícolas ao mercado exportador. Muitas nações desenvolvidas estão, justificadamente, preocupadas com as conseqüências. Procuramos, então, chegar a um compromisso, mas Washington e Nova Délhi assim não permitiram que isso ocorresse.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, teve de reconhecer que havíamos chegado a um beco sem saída. Pelo menos no momento, pois é provável que tenhamos deixado preparado o terreno para uma próxima importante rodada de negociações, que acontecerá em Copenhague no próximo ano, sobre as mudanças climáticas. Nas próximas negociações, focalizadas em desenvolvimento e pobreza, os países ricos deverão estar preparados para assumir maiores responsabilidades e as nações em desenvolvimento deverão aceitar sua cota de responsabilidade.

Talvez eu tenha presenciado o colapso de uma ordem mundial. Mas, ao mesmo tempo, fui testemunha do nascimento de uma nova ordem mundial, na qual todos os países estão presentes e exigem seus direitos. Há apenas poucos anos, eram os Estados Unidos e a União Européia que decidiam o resultado desses conflitos. Se eles estavam de acordo em determinada solução, ela geralmente era aceita. Mas esses dias acabaram. Agora, ninguém pode ignorar países como o Brasil e a Índia, que, juntos, falam em nome de aproximadamente 100 nações em desenvolvimento. E pela primeira vez há um novo ator no círculo das nações importantes, aquelas que elevam a voz: a China fala como um país em desenvolvimento e, do mesmo modo que a Índia, exigiu respeito aos direitos das nações em desenvolvimento.

Embora esses países tenham tirado centenas de milhões de pessoas da pobreza, muita gente continua vivendo na pobreza, tanto na Índia quanto em toda a África, por exemplo. E há muito a se aprender sobre a China. Em conversas privadas com colegas da Ásia, ouvi que não são as exportações dos Estados Unidos ou da União Européia as que eles mais temem, mas as do gigantesco exportador chinês. Na outra ponta, países da África ocidental contam com a OMC para pressionar os Estados Unidos a reduzirem o alto nível de seus subsídios às exportações de algodão, as quais estão aniquilando a indústria algodoeira dos países africanos pobres.

Reconhecemos que a situação é séria, mas os dirigentes responsáveis devem também olhar para o futuro. Não devemos perder o que conseguimos por meio de negociações até agora. Nenhuma das soluções que delineamos nesse período terá efeito até que cheguemos a um acordo sobre o pacote todo. Portanto, devemos utilizar esse fracasso em Genebra como um estímulo para a formação de uma ordem mundial em consonância com uma nova época. Uma época que envolve mais Estados e que apresenta uma mudança no equilíbrio de poder, bem como exige novas tarefas essenciais em temas como mudanças climáticas, proteção ao meio ambiente, direitos trabalhistas e luta contra a pobreza.

* Jonas Gahr Store é ministro das Relações Exteriores da Noruega.

Data: 16/09/2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

VAMOS REFLETIR

Este desenho animado é curto, VALE A PENA VER!!!.Ganhou o prémio de melhor desenho latino-americano .

http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm

Abraço
Gaudêncio

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DIADESOL 2008

A Câmara Técnica de Resíduos Sólidos, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES - seção São Paulo, promoverá durante o mês de outubro o 3º DIADESOL, referente ao exercício de 2008. Com objetivo de envolver ainda mais a sociedade, a ABES/SP tem uma proposta diferente para este ano. A idéia é realizar até o dia 15 de outubro atividades voltadas para Resíduos Sólidos.Seguem informações sobre o DIADESOL e sugestões de atividades.

O que é DIADESOL

O Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania é também conhecido como Diadesol das Américas. A expressão é de origem espanhola Dia dos Dejetos Solidos, ou Diadesol. É uma iniciativa internacional promovida pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e Associação Interamericana de Engenharia Ambiental (AIDIS), para desenvolver atividades que despertem a consciência das populações da América Latina sobre questões relativas aos resíduos sólidos. A ABES-SP iniciou a comemoração no ano de 2006.

Objetivos do DIADESOL

· Sensibilizar a sociedade acerca da importância de manter limpa nossas casas, cidades e lugares de recreação e espaços públicos, não somente para prevenir enfermidades, mas também para promover o desenvolvimento humano e econômico.

· Fomentar um trabalho cooperativo.

· Desenvolver ações sinérgicas e de grande impacto na opinião pública.

· Promover a minimização, o reuso e a reciclagem de resíduos.

· Contribuir para a sensibilização da população com relação ao serviço de limpeza pública.

Participantes do DIADESOL

· Instituições governamentais e não governamentais;

· Escolas;

· Universidades,

· Empresas fabricantes de embalagens;

· Empresas de coleta e tratamento de resíduos;

· Empresas recicladoras;

· Rede de supermercados;

· Câmara Técnica de Saneamento ou de Saúde Ambiental dos Comitês de Bacia Hidrográfica;

· Comunidade;

· Artesãos, artistas plásticos, educadores ambientais etc....

Como participar do DIADESOL

Se você ou sua instituição já realiza ou pretende realizar alguma atividade relacionada a resíduos sólidos, tente realocar a data da sua atividade para o período: agosto a 15 de outubro de 2008.Sugestões de atividades:

· Concurso de pôster e vídeo amador;

· Competições de cases;

· Premiações;

· Palestras;

· Eventos;

· Exposição e Feira de Recicláveis;

· Fóruns on-line;

· Debates;

· Manifestações artistas (músicas, teatros etc);

· Visitas, etc

Cadastre sua Atividade no DIADESOL

Preencha o formulário no site da ABES www.abes-sp.org.br ou envie para o e-mail: abessp@uol.com.br e forumlecestadosp@uol.com.br

Telefones para contato: (11) 3814-1872/3813-9626-9708-9615 (Patrícia, Maria Rita e Elis Regina)

Nome completo*:

Nome da Empresa*:

Área de atuação:

Website da empresa:

Endereço*: Bairro*

CEP*: Cidade*: Estado*:

Telefone*. Celular:

E-mail*:

Informe as atividades do DIADESOL 2008:

(*) Campos de preenchimento obrigatório.

Todas as atividades cadastradas na ABES-SP serão disponibilizadas no site e apresentadas no evento de encerramento que se realizará no dia 30 de outubro de 2008, na sede da ABES/SP – Rua Costa Carvalho, 234 – Pinheiros – São Paulo.

Além da apresentação das atividades, teremos a premiação do melhor vídeo amador sobre o tema Resíduos Sólidos e Feira de Material Reciclado (exposição e comercialização).

- Para os interessados no Prêmio do Documentário/Vídeo Amador, o vídeo (máximo 10 minutos de duração em DVD (a melhor opção) – Formato: - R, - RW ou vídeo-cd e VHS) deverá ser encaminhado à ABES/SP, até o dia 25 de outubro de 2008, devidamente identificado. O prêmio ao vencedor será de R$ 2.000,00 (dois mil reais).

- Para os interessados na Feira de Material Reciclado, favor encaminhar dados completos e fotos do material a ser exposto para o e-mail: abessp@uol.com.br, com cópia para forumlecestadosp@uol.com.br. Poderão, além de divulgar seu trabalho, comercializá-los.

- Para os visitantes o evento contará com muitas novidades. Entrada gratuita. Aproveitem!




Sérgio Pinto Parreira

Presidente da ABES/SP

Roseane Maria Garcia Lopes de Souza

Coordenadora da Câmara Técnica de

Resíduos Sólidos

Tudo é uma questão de ATITUDE! Sua participação fará toda a diferença!

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